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As paisagens propícias, Ruy Duarte de Carvalho

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    Nas primeiras páginas de As paisagens propícias, é-nos dito que a um homem, Paulino, foi pedido que partisse em viagem, pelo deserto, em busca de um outro, o dono incerto de uns papéis achados numa mala. Uma vez encontrado, SRO, é este o seu nome, pede a Paulino que traga até si aquele que o mandara em expedição. As primeiras páginas deste livro são, portanto, o relato do modo como o narrador, a mando das próprias personagens, partiu em busca da história que aí se começa a contar. Se adiantarmos que os papéis misteriosos são ainda os de «um inglês», quer dizer, os mesmos que há quatro anos intitularam o último romance de Ruy Duarte de Carvalho – Os Papéis do Inglês –, não será desapropriado apresentar este livro como o itinerário do encontro de um narrador com os restos de um livro antigo, ou dizendo ainda o mesmo, o de um autor com o seu próprio projecto romanesco.
    Imprensa
    “A obsessão propriamente literária (a de papéis perdidos, encontrados, só parcialmente decifrados) é ainda o pano de fundo desta ampla panorâmica do território explorado. Mas a paisagem, a sua transformação (e o que nela permanece) ao longo dos 20 anos que medeiam entre a independência angolana e a data de escrita, é o protagonista deste discurso obliquamente autobiográfico, em que um novo mistério – o do branco da Namíbia – alimenta a busca incessante do narrador, a sua errância dirigida, que, parece insinuá-lo, é o que verdadeiramente importa. E à medida que com ele nos internamos nestas «paisagens propícias», mais disponível se torna a nossa sensibilidade ao apelo de uma manada de pacaças em debandada, «cada animal novelo, elástico de nervo, de casco, corno e carnes, mas vasta e plural era a manada toda, em fuga, debandada, surto espasmódico e febril, explosão de corno e baba e desconcerto síncrono». Ruy Duarte de Carvalho parece sempre dispor das palavras propícias para povoar as suas paisagens. Antigamente, a uma obra como esta chamava-se «um grande livro». Agora também.” António Mega Ferreira
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