As Afinidades Electivas de Johann Wolfgang Goethe
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O ano que agora termina é o da comemoração dos 250 anos do nascimento de Johann W. Goethe. Nascido em 28 de Agosto de 1749 em Frankfurt, de família abastada, frequentava o teatro já adolescente e, ao que consta, gostava de festejar os seus anos. O que o mundo inteiro agora faz, por ele.
Goethe é um dos grandes escritores da literatura Europeia, o maior, se é que se pode falar de tamanho quando à escrita nos referimos, da língua alemã. Joyce nomeava assim a “Santíssima Trindade” da escrita na Europa: Dante, Goethe e Shakespeare. Dos três, talvez seja o que tem obra menos divulgada, mas todos
É “A Paixão do Jovem Werther”, escrito e publicado em 1774 que lhe traz alguma notoriedade. Por isso, o príncipe Karl August, Duque de Sachsen-Weimar-Eisenach, um apaixonado do “Werther”, convidou-o para a corte de Weimar. Goethe organizou vários eventos culturais e escreveu / dirigiu pequenas
De regresso a Weimar, em 1788, renegoceia o contrato com o duque Karl August e arranja uma amante, Christiane Volpius, com quem se casará em 1806, inculta e quase analfabeta, que lhe daria 6 filhos, dos quais apenas August sobreviveu, mas que nunca viria a conviver com a sociedade de Weimar. Nesse ano
Em 1794 torna-se amigo de Schiller, uma amizade conturbada, que se prolongará até à morte precoce deste em 1805.
“Fausto” é a sua grande obra, escrita e reescrita ao longo de vários anos, mesmo décadas, e que acaba de conhecer entre nós uma nova tradução, da autoria de João Barrento, ensaísta e professor da Universidade Nova de Lisboa, numa belíssima edição, enriquecida com magníficos desenhos da pintora Ilda
Num interessante artigo de John Armstrong, publicado na “Prospect” e traduzido na revista “Best Of” (Outubro de 99), do jornal “O Independente”, sobre o que a leitura de Goethe tem para oferecer a um leitor moderno, aquele conclui, referindo-se ao “Fausto”:
«Seria uma loucura querer saber o significado de uma obra com esta complexidade, mas seria uma pena não tentar interpretá-la. A peça pode ser compreendida como uma tentativa de Goethe demonstrar como Fausto pode permanecer uma figura de esperança, apesar das peripécias de Gretchen. Goethe lida com
Também João Barrento, em entrevista ao suplemento “Leituras”, do jornal “Público” referia: « Há aspectos particulares, micronarrativas, que podem dar ao “Fausto” uma certa actualidade: uma perspectiva muito arguta das relações entre a arte e a ciência.
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