Posted on: Março 7, 2019 Posted by: Graca Freire Comments: 0

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    Se hoje a Ciência é considerada um saber não renunciável, por forma privilegiada de inteligibilização da realidade, assim capaz de subsidiar a tomada de decisões para uma acção humana mais lúcida e responsável, frente a valores existenciais de repercussão tanto individual quanto social, e se a motricidade é um conteúdo indissociável da existência humana que se resolve sempre pelo agir, então, defendo a posição, segundo a qual a disciplina que constrói o conhecimento teórico e prático desse conteúdo merece um espaço próprio dentro do sistema geral das ciências, antes de mais, dada a sua relevância enquanto factor antropogénico. É precisamente isso o que, desde os idos tempos de escolar, com a originária noção de «educação física», a vivência da motricidade me vem dizendo. E é Piaget a confirmar, aliás com as garantias fornecidas pela ciência, que, não só a primeira condição constitutiva de um eu-sujeito é a acção sensório-motora referida ao corpo-próprio, mas também é a acção mediada pela motricidade a condição necessária da descentração conducente aos outros e ao mundo. Dizendo o óbvio, o corpo e a motricidade são as fundações da condição humana.