Psicologia

Emoções destrutivas e como dominá-las – um diálogo cientifico com o Dalai Lama, organizado por Daniel Goleman

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    Emoções destrutivas e como dominá-las – um diálogo cientifico com o Dalai Lama,
    organizado por Daniel Goleman

    Editora Temas e Debates, Lisboa Abril 2005

    “O literalismo deve ser abolido quando se procura a verdade de um texto” disse um
    dia João Lobo Antunes. E realmente ao ler este livro, um dialogo cientifico dirigido
    por Daniel Goleman entre o Dalai Lama, Mathieu Ricard, monge do Budismo tibetano que
    tem visitado e publicado regularmente em Portugal, um monge Theravada, 4 psicólogos
    em diferentes áreas de investigação experimental, um neurobiologista, e um professor
    de budismo, organizado pelo Instituto da Mente e da Vida (www.mindandlife.org)
    sediado nos Estado Unidos, procuramos não a letra mas o sentido, a ressonância
    interna. E o que partilhamos nós, psicólogos ou investigadores ou simples seres com
    o Dalai Lama? “A solução para os dilemas humanos enfrentados por todos” (p.312).
    Este livro tenta ser útil a nós mesmos e aos outros.

    Mas o que é uma emoção destrutiva? A definição dado pelos autores é das mais
    simples: é aquela que prejudica o próprio ou os outros. O principal é reconhece-las
    para as poder superar e fazer surgir uma atitude de emergência, o desejo de se
    libertar dos problemas que são a fonte do sofrimento. Ao encontrar sentido às nossas
    emoções, ir em frente, lutar pela vida, com vida – amadurecendo como seres humanos
    neste novo milénio.

    Uns procurarão a terapia tradicional Ocidental, outros a meditação que é explorada
    neste texto como uma possível via que conduz á paz de espirito e á serenidade. Logo
    no cap. 1 são descritas as experiências sobre a influência da emoção no cérebro, e
    as pessoas que praticam a meditação há vários anos, estão acima da media, nas
    experiências realizadas. Mas para os mais cépticos os benefícios da meditação
    regular, são descritos cientificamente, como por exemplo, a libertação do stress,
    uma maior intuição, o que leva a que as pessoas que praticam a meditação realizem
    melhor as suas tarefas. Lembramos que só em 1999 se pensou em elaborar este tipo de
    estudos e a neurociência afectiva começou a ter o seu lugar nas ciências.

    As emoções benéficas não são esquecidas, e nelas se inclui a fé, a auto confiança, a
    leveza ou flexibilidade de espirito, a plena atenção e a sabedoria. (p.207). Outro
    ponto muito importante é não sentir ódio, nem violência, pois só assim nos perdoamos
    e perdoando, avançamos. A importância cerebral é descrita e prova-se que as emoções
    englobam todo o cérebro e que este se modifica em relação com a experiência e o
    ambiente emocional que nos envolve, e ainda mais importante, novos neurónios são
    criados durante todo a vida, o que até agora era desconhecido. O potencial de
    mudança de um ser humano está no físico e no emocional.

    E as conclusões? Bom cada participante comprometeu-se a aplicar o que tinha
    aprendido e inclusive ouve programas criados nos Estados Unidos baseados nestes
    estudos e que podem servir de exemplo aos professores. Acentuar as emoções positivas
    ajuda a criar melhores seres humanos. (p.431). Todos os endereços úteis estão no fim
    do livro. Chego ao fim do livro, sem pressa, sei que actualizei a minha manta de
    patchwork – tout compris.

    Por Mana Conceição Gomes.

    Mais:
    Uma colaboração extraordinária entre estudiosos budistas e filósofos, neurocientistas e psicólogos ocidentais.

    Porque cometem actos de crueldade e violência pessoas aparentemente racionais e inteligentes? Quais são as causas fundamentais do comportamento destrutivo? Como podemos controlar as emoções que originam esses impulsos? Podemos aprender a viver em paz com os outros e com nós mesmos?

    Um pequeno grupo de cientistas e filósofos de renome internacional sentou-se com o Dalai Lama para discutir estas velhas questões. Daniel Goleman conta a história desse diálogo fascinante, fornece um comentário esclarecedor e avança os dados existentes sobre a investigação inovadora inspirada por este encontro histórico.

     

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