Posted on: Agosto 19, 2019 Posted by: Graca Freire Comments: 0

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    «Conte a si mesmo a história do Capuchinho Vermelho. Dê-lhe as cores e os tons dos tempos modernos, sob o fundo do conto tradicional que já ouviu mil vezes, e vai perceber por que é que desde tempos imemoriais os pais a recitam aos filhos, parando mais aqui («Segue o carreirinho e não te desvies para a floresta») ou mais ali («Avózinha, por que é que tem umas orelhas tão grandes?»), conforme a mensagem que querem passar. Ao reler os textos que nos últimos quatro anos escrevi para o ‘Destak’, sobretudo aqueles que falam de pais e de filhos, dos seus encontros e desencontros, das famílias que se digladiam nos tribunais, das crianças esquecidas em instituições, da saúde mental e da educação, dos preconceitos e dos mitos que nos impedem de ser mais felizes, percebi que são momentos que todos os capuchinhos vermelhos do mundo vão ter, um dia, de enfrentar. E que para conseguirem chegar a casa seguros, precisam de pais mais assertivos do que foi a mãe do Capuchinho Vermelho, mais capazes de os ensinar a fazer escolhas, a reconhecer e enfrentar o lobo mau, a crescer em autonomia e coragem. Tive, por tudo isto, a veleidade de acreditar que estavam interessados em ler estes textos na forma pausada que só um livro permite, como quem atravessa a floresta, parando aqui e ali. Na esperança, afinal, de que o meu caminho se cruze com o seu.»