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O Assassino de Salazar de Joel Costa

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    Lisboa, 1968. João Manuel tem uma missão, um objectivo, um alvo… uma morte que pode ser libertação…

    Lisboa, 1968. Consegue-se pressentir o vento de mudança num país estagnado pela guerra e pela intolerância. Para João Manuel, um vulgar alferes miliciano acabado de chegar do Ultramar, também começam a toar os tambores da mudança, mas o seu som é de uma estranheza mórbida. Matar. Não matar. Matar quem, quando e porquê.
    A sua peculiar vocação de se envolver com personagens misteriosas e de propósitos ocultos fê-lo estar rodeado de gente enigmática que ora o mima ora o chantageia. Em breve se torna num fantoche facilmente manipulável. A organização ultra-secreta, que envolve padres, falsos militares, agentes da Pide, agitadores comunistas e senhoras próximas do Movimento Nacional Feminino tem uma missão reservada para João Manuel, um objectivo, um alvo… uma morte que pode ser sinónimo de libertação… Sentindo-se ora um herói ora um reles e sádico traidor João Manuel demora a perceber que nesta vida não há muito mais do que memória… memória, símbolo e tempo que se conquistam e que se anulam.
    A riqueza narrativa, elegante e irónica, os dados históricos fidedignos que nos levam sem custo ao Portugal do Estado Novo, os diálogos ágeis, verosímeis e o um constante suspense permitem a este magnífico romance uma completa entrega do leitor que, se faminto por um bom livro, o lerá de uma assentada. Uma verdadeira surpresa no universo ficcional português.

    EXCERTOS
    “O Salazar fascista? O Salazar nazi? Quem podia afirmar uma coisa dessas? Ser isso era coisa para homens. Pobre do Salazar… campónio bisonho e pusilânime – e contudo atrevido – seminarista meio judeu – por isso o Hitler nunca quisera nada com ele. Esperto como um rato, isso sim, e fiteiro, e oportunista. O Salazar fascista, ou nazi? Como podia ele ser isso se era desprovido de qualquer sensibilidade romântica, heróica? Um burocrata, um bom funcionário, sem dúvida nenhuma. E como bom funcionário até se poderia dizer que a nação lhe devia alguma coisa. Porém, nunca fora um dos deles. Tinha estado ao serviço deles. Mas poderia ter sido um banal democrata.”
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