O Atlas Furtivo de Alfred Bosch
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“Contam as más línguas que o meu nascimento ocorreu rodeado de maus augúrios e êxitos prodigiosos”. É assim que o jovem Jafudá dá início a esta estranha e maravilhosa narrativa em que as fronteiras da realidade e da ficção, do inferno e do paraíso, permanentemente se confundem, dando origem a um dos romances mais extraordinários sobre a Idade Média peninsular, e sobre a relação ambivalente que aí se estabeleceu entre judeus e cristãos, entre o saber de ciência feito e o mais delirante imaginário.
Teria Jafudá uns dez anos de idade quando o pai, o cartógrafo Cresques de Abraão, recebeu do rei aragonês o encargo de desenhar um mapa-mundo, o maior, o mais belo e completo alguma vez desenhado por mão de homem. Cedo, porém, decidiu desenhar também um outro, onde pudesse anotar os mitos e lendas descritos por viajantes e marinheiros, e registar todos os lugares porventura incertos ou lendários, de modo a que a soma dos dois mapas contivesse uma compilação única e insuperável de todo o saber humano.
Quando porém o “Atlas Furtivo” foi roubado a Jafudá no navio que o transportava para Barcelona, desencadeou-se um turbilhão de acontecimentos, de amores e ódios, de intrigas e perseguições que para sempre transformariam as vidas dos habitantes de Maiorca e de Bellver, e a todos fariam perder a inocência e a fé.
“O Atlas Furtivo” foi galardoado em 1997 com o prémio Sant Jordi, um dos mais importantes prémios literários do país vizinho. E em 2004, Alfred Bosch, o seu autor, viria a receber o Grande Prémio da Literatura Catalã.
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