O PREGADOR DE ERSKINE CALDWELL
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De volta aos clássicos americanos porque a biblioteca lá de casa está bem recheada deles, desta vez entra Erskine Caldwell e “O Pregador”. Conhecendo a vida do autor, poderemos dizer que será uma espécie de auto-biografia.
Basicamente a história fala de um pregador errante de nome Semon, que anda de terra em terra a apregoar a fé, insistindo que as pessoas são más, pecadoras e possuídas do diabo. A função dele será libertá-las desses demónios a caminho da salvação. Afinal isto é uma sátira, pois ele é o melhor exemplo do que é um ser mau, mesquinho, preconceituoso e calculista, acima de tudo um burlão (de bens e mulheres).
O romance desenrola-se em Rocky Comfort, uma das terras que Semon percorre, situada no interior da América. Sem nunca ser mencionado, o racismo está eminentemente presente, pois a inteligência ou a falta dela estão relacionadas com o tom de pele de cada um: quanto mais escura, mais básica a pessoa é… tal como as mulheres (e nesta história só há duas entre as principais), que são tratadas como seres inferiores, um prolongamento das vontades dos homens.
Não querendo abordar um capítulo específico, refiro apenas uma situação passada na casa de uma das personagens relevantes, por tê-la achado poética e quase filosófica, relacionda com a forma como o mundo pode ser visto
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