O Apelo Dos Coiotes de Hans Kresse

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Descrição

Hans Kresse nasceu em Amesterdão, no ano de 1921, e faleceu ao fim de 71 anos. Não foi um artista muito profícuo, mas deixou algumas boas obras como este “Peles Vermelhas”. Bastante influenciado por Harold Foster, começou a sua actividade na Banda Desenhada com 17 anos num jornal holandês, desenhando “Tarzan”. A partir daqui andou saltando entre a Holanda e a Bélgica, altura em que criou Matho Tonga. Este herói ia ser o seu pontapé de saída para um “Western” muito mais completo: Os Peles Vermelhas!
Esta série foi editada originalmente pela Casterman entre 1974 e 1982, senda a sua versão em português editada pela Difusão Verbo (1977 – 1983).
Em 1977 ganhou no maior festival de BD no mundo, Angoulême, o prémio de “Melhor Álbum Estrangeiro” com o seu primeiro número desta série: Les Maîtres du Tonnerre.
Kresse localizou-se geograficamente na zona que é agora a fronteira entre os EUA e o México, e temporalmente em meados do século XVI. Foi nesta altura que os espanhóis de Coronado (1540 – 1541) e Chamuscado (1580 – 1582) fizeram as suas incursões a norte do México para procurar mais ouro, e em busca de mais escravos. Assim tomaram contacto com os Apaches das tribos Faraondes, Chipiwis e Tóguas.
A acção roda à volta do grande chefe Faraonde (Chaka), do seu filho Anua e do grande guerreiro e protector deste, o “Caçador de Panteras”. Foram editados os nove volumes da série em português, e são eles:
– Os Senhores do Trovão
– Os Herdeiros do Vento
– Companheiros do Mal
-O Apelo dos Coiotes
-As Flechas de Vingança
– O Ouro das Montanhas
– Os Caçadores de Abutres
– O Preço da Liberdade
– A Honra do Guerreiro
Kresse coloca vários factos históricos na sua estória, para dar alguns pontos de apoio à narrativa. A estória retrata a vida e os costumes das tribos daquela zona, assim como as suas alianças e inimizades de estimação, isto para além dos seus primeiros contactos com os “homens barbudos” (espanhóis), armas de fogo e um animal de extrema importância no seu futuro: o cavalo!
A narrativa faz-nos passar pelos olhos, todas as tradições, problemas, honra e morte dos Índios principalmente na pessoa de Anua, o filho do chefe. A estória não é mais do que a passagem deste jovem Faraonde ao estado adulto, tudo o que se passa ao seu redor enriquece a estória. É claro que praticamente tudo o que é negativo vem dos “brancos”, mestiços e Índios que contactaram amistosamente com estes… traição, vergonha, “febre do ouro” são atributos que não ficam bem aos índios, pois aqueles que não se mostrassem dignos eram expulsos.
A estória tem um final aberto, mas que nunca será fechado… uma vez que Hans Kresse já não se encontra entre nós e não deixou substitutos.
A arte, para as condições da época em que esta série foi escrita, desenhada e pintada, está muito boa, e para quem gosta de “westerns” sem “cowboys” esta série é imperdível!
Nota bastante negativa no primeiro livro desta série é a balonagem e respectiva legendagem… está horrível! Felizmente melhora bastante para os números seguintes.
Boas leituras!

Hardcover
Criado por: Hans Kress
Editado entre 1977 e 1983 por Difusão Verbo



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